Alfentanil | AnesBase
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Revisão parcial

Opioides

Alfentanil

Opioide sintético agonista μ de início rápido

Nome comercial cadastrado: Alfenta® (referência regulatória internacional; disponibilidade varia)

IV
DosesMecanismoPK/PDEfeitosInfusãoTCI/IACAjustesAlertasInteraçõesReferências

01 · Sedação/analgesia monitorizada em adulto respirando espontaneamente

Analgesia em MAC — dose única
Bula oficial

Dose consolidada

3–8 mcg/kg IV

DailyMed — Alfenta

3–8 mcg/kg IV para indução do componente analgésico de MAC.

  • Administrar com monitorização contínua de ventilação, oxigenação e hemodinâmica.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

02 · Sedação/analgesia monitorizada

MAC — infusão titulada
Bula oficial

Dose consolidada

0,25–1 mcg/kg/min IV

DailyMed — Alfenta

0,25–1 mcg/kg/min IV; titular ao efeito e ventilação.

  • Evitar bolus/redose sem observar latência e ventilação.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

03 · Analgesia em procedimento curto

Anestesia geral — carga com ventilação espontânea/assistida
Bula oficial

Dose consolidada

8–20 mcg/kg IV

DailyMed — Alfenta

8–20 mcg/kg IV.

Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

04 · Analgesia em procedimento curto

Manutenção por bolus — ventilação espontânea/assistida
Bula oficial

Dose consolidada

3–5 mcg/kg IV a cada 5–20 min

DailyMed — Alfenta

3–5 mcg/kg IV a cada 5–20 min.

  • Reavaliar ventilação e efeito antes de cada redose.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

05 · Analgesia em procedimento curto

Manutenção por infusão — ventilação espontânea/assistida
Bula oficial

Dose consolidada

0,5–1 mcg/kg/min IV

DailyMed — Alfenta

0,5–1 mcg/kg/min IV.

  • Usar dispositivo de infusão e monitorização ventilatória contínua.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

06 · Atenuação de resposta a intubação/incisão

Anestesia geral — carga com ventilação controlada
Bula oficial

Dose consolidada

50–75 mcg/kg IV

DailyMed — Alfenta

Carga 50–75 mcg/kg IV.

  • Dose total e velocidade aumentam risco de rigidez.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

07 · Atenuação de resposta a intubação/incisão

Anestesia geral — manutenção com ventilação controlada
Bula oficial

Dose consolidada

0,5–3 mcg/kg/min IV

DailyMed — Alfenta

Manutenção 0,5–3 mcg/kg/min IV.

Infusão titulada

  • Ventilação controlada e capacidade de tratar rigidez/bradicardia devem estar disponíveis.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

08 · Indução opioide em paciente ventilado

Indução anestésica com Alfentanil
Bula oficial

Dose consolidada

130–245 mcg/kg IV lentamente

DailyMed — Alfenta

130–245 mcg/kg IV lentamente.

Administrar ao longo de 3 min

  • Administrar em aproximadamente 3 minutos; rigidez deve ser esperada nesta faixa.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

09 · Paciente intubado e ventilado

Manutenção após indução com Alfentanil
Bula oficial

Dose consolidada

0,5–1,5 mcg/kg/min IV

DailyMed — Alfenta

0,5–1,5 mcg/kg/min IV.

  • Titular ao estímulo e à resposta ventilatória/hemodinâmica.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Alfentanil.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

Ir para conteúdo
OpioideReceptor μGi/oAntinocicepçãoOpioideReceptor μGi/oAntinocicepção
01

receptor

μ-opioide

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção

02

Transdução

O sinal muda

Gi/o → ↓ AMPc

03

Efeito clínico

Analgesia

Agonista μ de início rápido. A pKa relativamente baixa aumenta a fração não ionizada em pH fisiológico e favorece equilíbrio precoce com o sítio efetor; analgesia não equivale a hipnose.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Depressão ventilatória

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

Agonista μ de início rápido. A pKa relativamente baixa aumenta a fração não ionizada em pH fisiológico e favorece equilíbrio precoce com o sítio efetor; analgesia não equivale a hipnose.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoReceptor μ
TransduçãoGi/o
Resultado↓ Nocicepção
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Agonismo μ acoplado à proteína Gi/o, com menor adenilil ciclase, menor entrada de Ca²⁺ pré-sináptico e maior saída de K⁺ pós-sináptico.

receptor

μ-opioide · agonista

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção. Analgesia

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • Depressão ventilatória pode persistir ou recorrer após antagonização; monitorizar adequadamente.

Referências do mecanismo

2 referênciasMillerBarash
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Pode causar bradicardia, perda de tônus vascular e hipotensão; diazepam e outros depressores ampliam vasodilatação/depressão. Não há liberação clinicamente significativa de histamina na série descrita pela bula.

Clinical Pharmacology; Precautions

Respiratório

Bula oficial

Produz depressão respiratória dose-dependente, menor resposta ao CO₂, apneia, obstrução e possível depressão tardia/recorrente. Administração rápida e associação com sedativos elevam o risco.

Warnings; Precautions — impaired respiration

Neurológico / SNC

Bula oficial

Analgesia e sedação acompanham a concentração; doses anestésicas modificam EEG, mas não tornam o alfentanil hipnótico confiável isolado para todas as pessoas. Miose, sonolência e confusão podem ocorrer.

Clinical Pharmacology; Adverse Reactions

Renal / hepático

Bula oficial

Fígado é o principal sítio de biotransformação; 1% é eliminado inalterado e metabólitos saem predominantemente na urina. Disfunção hepática reduz clearance e prolonga recuperação; cautela renal permanece na bula.

Clinical Pharmacology; Impaired Hepatic or Renal Function

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Bula oficial

Início imediato/rápido. A menor pKa aumenta a fração não ionizada em pH fisiológico, favorecendo equilíbrio rápido plasma–encéfalo, apesar de lipossolubilidade menor que a do fentanil.

Clinical Pharmacology; Miller/Barash — physicochemical properties

Pico

Miller e Barash

O equilíbrio rápido com o sítio efetor favorece pico precoce; o tempo depende de bolus, circulação e modelo PK/PD. Não redosar antes de observar o efeito da dose já administrada.

Capítulos de opioides e TCI

Duração

Bula oficial

A duração clínica varia com a dose e o regime; doses repetidas/infusão elevam concentrações e acumulam, especialmente quando o clearance está reduzido.

Clinical Pharmacology; Precautions

Infusão e bomba manual

As calculadoras vinculadas às doses mostram fórmula, peso, concentração e conversão para mL/h. Diluições institucionais somente aparecem quando possuem protocolo ou fonte vinculada.

Abrir calculadora de bomba

TCI / IAC

Infusão alvo-controlada

Maitre é o conjunto clássico mais citado para TCI de alfentanil; Scott também foi descrito. O Miller registra resultados comparativos contraditórios.

Disponível em alguns sistemasTCI revisado · uso limitado

Como interpretar

A TCI usa o modelo PK para ajustar rapidamente a concentração estimada; o efeito rápido do alfentanil não elimina variabilidade interindividual.

Cp, Ce e mL/h

Cp é a concentração plasmática estimada; Ce é a concentração estimada no sítio efetor. Nenhuma delas deve ser convertida diretamente em mL/h.

Modelos TCI revisados

2 modelos

Maitre

Alfentanil · 1987

Revisado
CpCe3 compartimentosPK
Alvo
Cp + Ce · ng/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
45 pacientes; 614 concentrações durante anestesia geral.

Covariáveis

idadepesosexo

Limitação principal

Variabilidade residual elevada; componente Ce usa ke0/tempo ao pico adicional.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Inclui ajuste de clearance por idade.

Obesidade

Não validado para obesidade extrema.

Pediatria

Não validado para pediatria.

Limitações e evidência

Variabilidade residual elevada; componente Ce usa ke0/tempo ao pico adicional.

Miller descreve estudos comparativos contraditórios versus Scott.

Desenvolvimento / validação

Adultos cirúrgicos.

Validações posteriores e comparação com Scott.

Observações clínicas

Uso clínico limitado.

Disponível em algumas bombas TCI abertas.

Maitre PO, Vozeh S, Heykants J, Thomson DA, Stanski DR · 1987 Artigo original

Scott

Alfentanil

Parcialmente revisado
CpCe3 compartimentos + ke0 derivadoPK/PD
Alvo
Cp + Ce · ng/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
Adultos em estudos farmacocinéticos/farmacodinâmicos clássicos.

Covariáveis

sexo em algumas parametrizações

Limitação principal

Menor disponibilidade; parâmetros e ke0 devem corresponder à implementação publicada.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Não informado nas fontes cadastradas.

Obesidade

Não informado nas fontes cadastradas.

Pediatria

Não informado nas fontes cadastradas.

Limitações e evidência

Menor disponibilidade; parâmetros e ke0 devem corresponder à implementação publicada.

Sem benefício clínico superior demonstrado.

Desenvolvimento / validação

Adultos.

Comparações com Maitre produziram resultados conflitantes.

Observações clínicas

Modelo descrito; uso atual limitado.

Algumas bombas/sistemas históricos.

Scott JC, Stanski DR et al.Artigo vinculado à referência interna

Há benefício de um modelo sobre outro?

Evidência conflitante: diferenças de precisão entre Maitre e Scott não sustentam superioridade clínica universal.

Maitre versus ScottEvidência conflitante

Estudos citados pelo Miller são contraditórios.

Escolher conforme bomba, população e familiaridade; titular clinicamente.

Alertas obrigatórios

  • Estimativa, não mensuração: A TCI estima concentrações a partir de um modelo populacional; não mede a concentração real no paciente.
  • Cp e Ce não são equivalentes: Alvos plasmáticos e de sítio efetor não são intercambiáveis. Confirme o compartimento selecionado na bomba.
  • Confirme o modelo: Modelos diferentes podem administrar bolus e infusões diferentes para o mesmo valor-alvo.
  • População do modelo: Idosos, crianças, gestantes, pacientes críticos, obesos e extremos de peso exigem um modelo validado para a população e titulação conservadora.
  • Titulação clínica obrigatória: Titule pela resposta clínica e monitore ventilação, hemodinâmica e profundidade anestésica; TCI não substitui julgamento clínico.
  • Checagem do sistema: Verifique droga, concentração, seringa, linha venosa, bomba, modelo, alvo e unidade antes de iniciar.
  • Alvo não é mL/h: Não converta Cp ou Ce diretamente em mL/h. A bomba certificada calcula uma infusão variável conforme o modelo.

Referências TCI

2 referênciasMillerMaitre et al., Anesthes…
Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

Clearance pode cair e recuperação prolongar. A bula orienta reduzir a dose; um estudo citado encontrou necessidade de indução 40% menor, sem autorizar regra universal para todos os contextos.

Precautions — General; Geriatric

Obesidade

Bula oficial

Na rotulagem consultada, pacientes >20% acima do peso ideal devem receber dose baseada em massa magra. Isso não valida uma fórmula universal nem substitui a conferência da implementação TCI.

Dosage and Administration; Precautions

Insuficiência renal

Bula oficial

Administrar com cautela; a bula não fornece redução percentual. Considerar excreção de metabólitos e monitorizar recuperação sem ajuste automático inventado.

Interações importantes

Agonistas parciais ou agonistas/antagonistas opioides

Alerta

Podem reduzir analgesia do agonista μ pleno ou precipitar retirada em paciente dependente.

Relevância: Analgesia imprevisível e possibilidade de abstinência.

Conduta: Revisar exposição crônica e estratégia analgésica; não aumentar dose automaticamente.

Inibidores/indutores de CYP3A

Alerta

Inibição reduz clearance e pode prolongar depressão respiratória; indução pode reduzir exposição.

Relevância: Eritromicina é citada na bula; outros agentes exigem avaliação específica.

Conduta: Revisar medicamentos, reduzir/titular quando aplicável e prolongar monitorização.

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • BIS / EEG processado
  • Capnografia
  • Monitorização respiratória

Técnicas relacionadas

  • TIVA manual
  • TCI / IAC
  • Sedação

Anestesias complexas relacionadas

  • Obesidade
  • OSA

Referências e rastreabilidade

5 referênciasMillerBarashDailyMed+2
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Alfenta®

Estados Unidos

Solução injetável IV sem conservante · 500 mcg/mL

Ampolas/frascos conforme apresentação histórica do-se; confirmar disponibilidade atual

Cloridrato de alfentanil equivalente a 500 mcg/mL de base; pH 4–6

Rotulagem DailyMed histórica; não apresentada como disponibilidade brasileira.

Vias, usos e status regulatório

IV · Analgesia durante anestesia geral

Revisado

Indicação descrita na rotulagem consultada.

Estados Unidos · DailyMed — Alfenta

IV · Monitored anesthesia care

Revisado

Uso rotulado em paciente responsivo e respirando espontaneamente, com monitorização contínua.

Estados Unidos · DailyMed — Alfenta

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Resumo clínico

Tópico clínicoMiller e Barash

Agonista μ de início rápido, pequeno volume de distribuição e eliminação dependente do fígado. Adequado a bolus/infusão titulados; não é substituto de hipnótico.

  • •Baixa pKa → maior fração não ionizada em pH fisiológico.
  • •CYP3A, idade e fígado podem prolongar o efeito.
  • •Rigidez, apneia, bradicardia e hipotensão exigem resgate imediato disponível.

Por que o Alfentanil tem início rápido?

Tópico clínicoMiller e Barash

O início não depende apenas de lipossolubilidade. A pKa relativamente baixa deixa maior fração não ionizada no plasma; pequeno volume central e rápido equilíbrio sangue–encéfalo favorecem efeito precoce.

Alertas de segurança
  • Não substitui hipnótico nem garante inconsciência.
  • Depressão respiratória pode persistir ou recorrer no pós-operatório.
  • Rigidez muscular pode envolver tronco, pescoço, mandíbula e extremidades.
  • Bradicardia, hipotensão e asystole foram relatadas.
  • CYP3A, idade e disfunção hepática podem prolongar exposição.
  • Naloxona pode terminar antes da depressão respiratória; manter vigilância.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Corno dorsal da medula
  • Tronco encefálico
  • Circuitos supraespinais
  • Gi/o → ↓ AMPc
  • ↓ liberação de neurotransmissores nociceptivos
Início, duração e metabolismo

Início: A combinação de pKa relativamente baixa, maior fração não ionizada, pequeno volume central e rápido equilíbrio plasma–encéfalo explica o início; não é correto atribuí-lo apenas à lipossolubilidade.

Duração: Redistribuição e depuração hepática encerram o efeito de bolus, mas repetição, infusão, idade e disfunção hepática podem prolongar recuperação.

Metabolismo: Biotransformação hepática com participação clinicamente relevante de CYP3A; inibição enzimática e redução do clearance podem prolongar depressão ventilatória.

Efeitos clínicos
  • Analgesia
  • Atenuação da resposta ao estímulo
  • Sedação
Efeitos adversos e racional
  • Depressão ventilatória
  • Bradicardia
  • Rigidez de parede torácica em administração rápida de altas doses
  • Maior risco com apneia do sono, fragilidade e associação com sedativos.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: Sinergismo com hipnóticos e anestésicos inalatórios aumenta depressão ventilatória e hipnose. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Gestação, extremos de idade e fragilidade alteram farmacocinética e sensibilidade farmacodinâmica; individualizar e monitorizar.
  • Exposição repetida, regulação de receptores e alterações farmacocinéticas podem modificar a resposta; titular pelo efeito clínico.
Pérolas e limitações
  • Confirmar modelo, modo Cp/Ce e unidade ng/mL antes de usar TCI.
  • Dose baseada em massa magra na obesidade descrita pela bula não autoriza uma fórmula automática universal.
  • A relação entre mecanismo molecular e resposta clínica não é totalmente linear.
  • Associações anestésicas e comorbidades podem predominar sobre o efeito isolado.

Meia-vida

Bula oficial

Modelo de três compartimentos: meias-vidas sequenciais de distribuição de aproximadamente 1 e 14 minutos e meia-vida terminal de 90–111 minutos na bula consultada.

Clinical Pharmacology — pharmacokinetics

Meia-vida contexto-sensível

Miller e Barash

É menor que a do fentanil em muitas exposições, mas cresce com a duração da infusão e não é “ultracurta” como a do remifentanil. Planejar recuperação conforme exposição e reserva orgânica.

Miller/Barash — farmacocinética contextual

Ligação proteica

Bula oficial

Ligação plasmática aproximada de 92%, com contribuição importante da α1-glicoproteína ácida.

Clinical Pharmacology

Volume de distribuição

Bula oficial

Volume aparente de distribuição de aproximadamente 0,4–1 L/kg, menor que o do fentanil.

Clinical Pharmacology

Metabolismo

Bula oficial

Biotransformação predominantemente hepática; CYP3A é clinicamente relevante. Erythromycin/cimetidine e fatores que alteram fluxo ou enzimas podem reduzir clearance.

Clinical Pharmacology; Drug Interactions

Eliminação

Bula oficial

Metabólitos são eliminados principalmente na urina; cerca de 1% da dose é excretada inalterada.

Clinical Pharmacology

Impaired Hepatic or Renal Function

Insuficiência hepática

Bula oficial

Função hepática comprometida reduz clearance e prolonga eliminação/recuperação. Titular manualmente e evitar extrapolar alvos de adultos saudáveis.

Clinical Pharmacology; Precautions

Gestação

Bula oficial

Não há estudos adequados para definir segurança em todas as situações; reservar a uso claramente indicado e considerar depressão neonatal/transferência placentária de opioides.

Pregnancy; Labor and Delivery; Nursing Mothers

Hipnóticos, benzodiazepínicos, álcool e outros depressores do SNC

Crítico

Somação de sedação, perda de tônus de via aérea, depressão ventilatória e efeitos cardiovasculares.

Relevância: Pode ocorrer apneia, obstrução, hipotensão, coma e morte.

Conduta: Reduzir e titular separadamente cada agente, titular devagar e monitorizar ventilação e hemodinâmica.

  • •Fração não ionizada atravessa membranas mais prontamente.
  • •A α1-glicoproteína ácida influencia ligação e fração livre.
  • •Circulação, dose e administração ainda alteram Tmax/ke0.

TCI de Alfentanil

Tópico clínicoArtigo científico

Maitre é o modelo clássico catalogado; Scott aparece em implementações históricas. Cp e Ce não são intercambiáveis, e o artigo/modelo da bomba deve corresponder aos parâmetros usados.

  • •Maitre modela idade, peso e sexo em população adulta.
  • •Uso atual é limitado e não há alvo automático publicado.
  • •Obesidade extrema e populações especiais ficam fora da validação original.

Analgesia não é hipnose

Tópico clínicoMiller e Barash

Agonistas μ são analgésicos/antinociceptivos. Mesmo quando reduzem a resposta a estímulo e a necessidade de hipnótico, não garantem inconsciência, amnésia ou imobilidade como agente único.

  • •BIS/EEG não mede diretamente analgesia ou concentração opioide.
  • •Movimento, resposta autonômica, hipnose e memória são desfechos distintos.
  • •Combinar opioide e hipnótico aumenta depressão ventilatória e cardiovascular.

Depressão ventilatória e via aérea

Tópico clínicoBula oficial

A ativação μ reduz a resposta dos centros respiratórios ao CO₂, diminui frequência e pode produzir padrão irregular, apneia, sedação e obstrução de via aérea.

  • •Dose, velocidade, idade, OSA e depressores concomitantes modificam o risco.
  • •SpO₂ isolada pode atrasar a identificação quando há oxigênio suplementar; capnografia e observação clínica complementam a avaliação.
  • •A recuperação aparente sob estímulo não prova ventilação espontânea sustentada.

Rigidez muscular induzida por opioide

Tópico clínicoBula oficial

Rigidez de tronco, mandíbula e musculatura respiratória pode dificultar ventilação. O risco cresce com dose e administração rápida, mas não se resume à expressão “parede torácica rígida”.

  • •Obstrução glótica/laríngea e rigidez de mandíbula podem contribuir para resistência à ventilação.
  • •Garantir capacidade de ventilação, via aérea e bloqueio neuromuscular quando clinicamente indicado.
  • •Não confundir rigidez com analgesia adequada ou hipnose.

Reversão com Naloxona

Tópico clínicoBula oficial

Naloxona antagoniza efeitos opioides, inclusive depressão respiratória, mas também pode reverter analgesia e precipitar dor, resposta simpática ou retirada em paciente dependente.

  • •A via aérea e a ventilação não devem esperar o antagonista.
  • •A duração do opioide pode superar a do antagonista, com renarcotização.
  • •Titular ao objetivo clínico e manter observação; consultar a página própria da Naloxona.

Tolerância, dependência e paciente opioide-tolerante

Tópico clínicoBula oficial

Exposição crônica pode alterar necessidade analgésica e produzir dependência física; isso é diferente de transtorno por uso de opioides e não autoriza multiplicador automático de dose.

  • •Evitar interrupção abrupta de terapia crônica sem plano.
  • •Usar analgesia multimodal e regional quando apropriado.
  • •Registrar tolerância, dor crônica e estratégia pós-operatória no contexto do paciente.

Referência e ferramentas para anestesiologia.

Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

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Versão 0.1.0 · revisão contínua

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