Etomidato | AnesBase
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Revisado

Hipnóticos e sedativos

Etomidato

Hipnótico intravenoso não barbitúrico / imidazólico

Nome comercial cadastrado: Amidate® (marca internacional; disponibilidade varia)

IV
DosesMecanismoPK/PDEfeitosAjustesAlertasInteraçõesReferências

01 · Indução

Indução da anestesia geral — adulto e >10 anos
Referências diferentes

Faixa prática

Bula: 0,2–0,6 mg/kg IV; dose usual 0,3 mg/kg em 30–60 segundos.

DailyMed — Etomidate Injection

0,2–0,6 mg/kg IV; usual 0,3 mg/kg em 30–60 s.

Em 30–60 s

  • Não combinar as faixas em uma média prática.
  • Reduzir/titular quando houver idade, fragilidade, pré-medicação ou baixa reserva.
  • Não fornece analgesia.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mg/kg × peso = dose em mg

02 · Suplementação hipnótica

Suplementação em procedimento muito breve — adulto
Bula oficial; sem faixa numérica universal

Dose consolidada

Pequenos incrementos individualizados, sem dose fixa publicada na rotulagem consultada.

DailyMed — Etomidate Injection

Incrementos menores individualizados; sem faixa fixa universal.

  • Não converter em infusão contínua.
  • Reavaliar ventilação, profundidade e analgesia antes de redosar.

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Etomidato.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

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FármacoGABA-AInibiçãoHipnoseFármacoGABA-AInibiçãoHipnose
01

receptor/enzima

GABA-A + 11β-hidroxilase

hipnose rápida + supressão transitória da esteroidogênese

02

Transdução

O sinal muda

↑ condutância de Cl− e hiperpolarização

03

Efeito clínico

Hipnose sem analgesia

O etomidato é um hipnótico imidazólico GABAérgico de início rápido, sem analgesia, com estabilidade hemodinâmica relativa e inibição característica da esteroidogênese adrenal.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Supressão adrenal

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

O etomidato é um hipnótico imidazólico GABAérgico de início rápido, sem analgesia, com estabilidade hemodinâmica relativa e inibição característica da esteroidogênese adrenal.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoGABA-A
Transdução↑ Cl−
ResultadoInibição neuronal
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Modulação alostérica positiva do receptor GABA-A aumenta a inibição neuronal e produz hipnose.

receptor/enzima

GABA-A + 11β-hidroxilase · modulador GABA-A e inibidor enzimático

hipnose rápida + supressão transitória da esteroidogênese. Hipnose sem analgesia

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • Não usar em infusão prolongada.
  • Manter capacidade de ventilação e resgate da via aérea.
  • Em doença crítica, documentar risco-benefício e considerar alternativas.

Referências do mecanismo

3 referênciasMillerBarashDailyMed
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Preserva relativamente pressão, débito e circulação em muitos pacientes, inclusive com cardiopatia, mas não garante estabilidade. Hipovolemia, trauma, sepse, idade e hipertensão podem modificar a resposta; hipotensão, bradicardia, taquicardia e arritmias estão descritas.

Clinical Pharmacology — cardiovascular effects; Geriatric Use; Adverse Reactions

Respiratório

Bula oficial

Pode elevar discretamente PaCO₂ e causar apneia, hipoventilação, laringoespasmo, soluço ou obstrução. Injeção rápida, opioides e outros depressores aumentam o risco; o perfil relativo não dispensa monitorização ventilatória.

Clinical Pharmacology; Adverse Reactions; Dosage and Administration

Neurológico / SNC

Artigo científico

Induz hipnose rapidamente, reduz fluxo e metabolismo cerebral e pode reduzir pressão intracraniana quando ventilação e perfusão são preservadas. Mioclonia pode contaminar EMG/índices processados; não equivale automaticamente a convulsão cortical.

Kim et al., Korean J Anesthesiol 2012 — BIS, entropy, EEG and EMG during induction

Renal / hepático

Bula oficial

É hidrolisado a metabólito carboxílico inativo por metabolismo hepático e esterases. A eliminação é predominantemente urinária como metabólitos; cirrose com varizes pode ampliar o volume aparente e prolongar a meia-vida.

Clinical Pharmacology — pharmacokinetics, metabolism and excretion

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Bula oficial

A perda de consciência geralmente ocorre em menos de 1 minuto após administração IV.

Clinical Pharmacology

Pico

Bula oficial

O efeito hipnótico acompanha o início rápido; redose deve ocorrer somente após observação do efeito da dose já administrada.

Dosage and Administration

Duração

Bula oficial

A dose usual de 0,3 mg/kg produz hipnose por aproximadamente 3–5 minutos; a duração aumenta com dose total e redoses.

Clinical Pharmacology

Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

Idosos podem ter menor volume central, depuração e ligação proteica, além de maior depressão cardíaca. A rotulagem recomenda dose menor, sem impor percentual universal.

Geriatric Use; Dosage and Administration

Obesidade

Pendente de revisão

Não há descritor universal de peso validado neste registro. Não extrapolar o bolus linearmente em obesidade extrema; escolher peso e dose somente com fonte específica e titular ao efeito.

Revisão populacional específica necessária

Insuficiência renal

Bula oficial

A rotulagem não fornece algoritmo percentual de ajuste renal. Individualizar doença renal avançada e acompanhar efeito/recuperação sem regra automática inventada.

Interações importantes

Opioides, benzodiazepínicos e outros depressores do SNC

Alerta

Somação de hipnose, depressão ventilatória e efeitos hemodinâmicos.

Relevância: Pode reduzir a necessidade de etomidato e aumentar apneia/obstrução.

Conduta: Titular separadamente e ampliar monitorização respiratória e hemodinâmica.

Baixa reserva adrenal ou outros fatores que comprometem esteroidogênese

Atenção

A inibição da 11β-hidroxilase pode somar-se à reserva adrenal reduzida.

Relevância: Aumenta a importância da discussão em sepse, choque e insuficiência adrenal.

Conduta: Reavaliar risco-benefício; evitar infusão contínua; não presumir desfecho clínico.

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • BIS / EEG processado
  • Pressão arterial
  • Capnografia

Técnicas relacionadas

  • Anestesia geral
  • Sequência rápida

Anestesias complexas relacionadas

  • Paciente crítico
  • Sepse/choque

Referências e rastreabilidade

8 referênciasMillerBarashDailyMed+5
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Etomidate Injection, USP

Estados Unidos

Solução injetável IV de dose única · 2 mg/mL

Frascos de 10 mL (20 mg) e 20 mL (40 mg) na apresentação consultada

Etomidato 2 mg/mL em veículo com propilenoglicol 35% v/v; pH 4–7.

DailyMed atualizado em 2024. Não extrapolar excipientes ou disponibilidade para produtos brasileiros.

Vias, usos e status regulatório

IV · Indução da anestesia geral em adultos e pacientes >10 anos na rotulagem consultada

Revisado

Uso descrito em bula dos EUA

Estados Unidos · DailyMed — Etomidate Injection

IV · Infusão contínua/manutenção prolongada

Revisado

Não recomendada por supressão adrenocortical

Referências anestésicas e rotulagem · Miller; Barash; DailyMed

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Resumo clínico

Tópico clínicoMiller e Barash

Hipnótico IV de início rápido e perfil hemodinâmico relativamente preservado. Não fornece analgesia; mioclonia, dor à injeção, PONV e supressão adrenal são limitações centrais.

  • •A estabilidade hemodinâmica é relativa, nunca garantida.
  • •Analgesia precisa ser planejada separadamente.
  • •A dose única e a infusão contínua têm implicações adrenais distintas.

Etomidato e função adrenal

Tópico clínicoBula oficial

A inibição reversível da 11β-hidroxilase reduz cortisol e aldosterona. Na bula, cortisol reduzido após dose de 0,3 mg/kg persiste aproximadamente 6–8 horas e não responde ao ACTH nesse intervalo.

Alertas de segurança
  • Etomidato não fornece analgesia; planejar analgesia separadamente.
  • Dose única reduz cortisol/aldosterona; infusão contínua não é recomendada por supressão adrenal.
  • Em sepse/choque, a evidência contemporânea não sustenta conclusão binária de segurança ou dano universal.
  • Mioclonias são frequentes e não equivalem automaticamente a convulsão cortical.
  • Dor à injeção e PONV precisam ser considerados.
  • Pode causar apneia, hipoventilação, laringoespasmo e obstrução.
  • Estabilidade hemodinâmica é relativa, não garantida.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Córtex e tálamo
  • Redes de vigília
  • Córtex adrenal
  • ↑ condutância de Cl− e hiperpolarização
  • ↓ síntese de cortisol/aldosterona por bloqueio enzimático
Início, duração e metabolismo

Início: Administração IV e rápida distribuição cerebral produzem hipnose geralmente em menos de 1 minuto.

Duração: Redistribuição e hidrólise rápida limitam a hipnose de uma dose usual a aproximadamente 3–5 minutos.

Metabolismo: Hidrólise do éster produz metabólito inativo; doença hepática pode aumentar volume de distribuição e meia-vida.

Efeitos clínicos
  • Hipnose sem analgesia
  • Estabilidade cardiovascular relativa
  • Redução de fluxo e metabolismo cerebral
Efeitos adversos e racional
  • Supressão adrenal
  • Mioclonia
  • Dor à injeção por propilenoglicol
  • PONV
  • Apneia/obstrução possíveis
  • Hipersensibilidade é contraindicação formal.
  • Infusão prolongada é inadequada pela supressão adrenocortical.
  • Sepse/choque exige análise explícita da controvérsia e não uma regra automática.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: Opioides e outros hipnóticos reduzem necessidade e aumentam depressão ventilatória. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Fármacos associados: Baixa reserva adrenal ou outros inibidores da esteroidogênese podem aumentar preocupação clínica. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Dados de bula são insuficientes abaixo de 10 anos.
  • Idosos apresentam menor depuração/volume central e maior fração livre.
  • A rotulagem consultada não recomenda uso obstétrico por dados insuficientes.
  • Não há papel estabelecido para manutenção contínua; repetição não deve ser guiada por tolerância presumida.
Pérolas e limitações
  • Estabilidade hemodinâmica é relativa, não garantida.
  • Mioclonia não é indicação de analgesia ou anestesia adequadas.
  • Planejar analgesia separadamente.
  • A associação entre supressão bioquímica adrenal e desfechos clínicos na doença crítica permanece heterogênea.
  • Dados em trauma, hipovolemia e choque não autorizam regra universal de superioridade.

Meia-vida

Bula oficial

A rotulagem consultada descreve meia-vida terminal aproximada de 75 minutos; estimativas de livros/modelos podem diferir conforme amostragem e compartimentos.

Clinical Pharmacology — pharmacokinetics

Meia-vida contexto-sensível

Miller e Barash

Infusão prolongada não deve ser justificada por um tempo contexto-sensível favorável: a supressão adrenocortical torna manutenção contínua inadequada.

Capítulos de hipnóticos intravenosos

Ligação proteica

Bula oficial

A ligação proteica é elevada e pode cair no idoso, aumentando a fração livre e a sensibilidade.

Clinical Pharmacology — pharmacokinetics; Geriatric Use

Volume de distribuição

Miller

Miller descreve volume de distribuição no estado estacionário em torno de 2,5–4,5 L/kg; cirrose pode aumentar o volume aparente.

Miller 8ª ed., cap. 30, tabela farmacocinética; página pendente de reconferência

Metabolismo

Bula oficial

Hidrólise do éster gera o principal metabólito carboxílico inativo; metabolismo ocorre no fígado e por esterases. A inibição da 11β-hidroxilase é efeito farmacodinâmico separado da eliminação.

Clinical Pharmacology — metabolism

Eliminação

Bula oficial

Cerca de 75% da dose aparece na urina no primeiro dia, predominantemente como metabólito de hidrólise; a fração inalterada é pequena.

Clinical Pharmacology — excretion

Clinical Pharmacology — excretion; Geriatric Use

Insuficiência hepática

Bula oficial

Cirrose pode aumentar volume de distribuição e prolongar meia-vida. Considerar menor exposição e titulação manual; não há redução percentual universal.

Clinical Pharmacology — pharmacokinetics

Gestação

Bula oficial

A rotulagem consultada considera insuficientes os dados para obstetrícia, inclusive cesariana, e não recomenda esse uso. A excreção no leite é desconhecida; avaliar risco-benefício individual.

Labor and Delivery; Nursing Mothers

  • •A alteração bioquímica não prova dano clínico universal.
  • •Dose única e infusão prolongada não devem ser tratadas como equivalentes.
  • •Reserva adrenal, gravidade, sepse e alternativas modificam a interpretação.

Sepse e choque: evidência contemporânea

Tópico clínicoRevisão sistemática

Metanálises recentes de ensaios randomizados não demonstram diferença estatisticamente significativa de mortalidade entre etomidato e alternativas, mas intervalos de confiança ainda não excluem diferenças clinicamente importantes.

  • •Não classificar etomidato como universalmente contraindicado em sepse.
  • •Também não o apresentar como completamente seguro ou superior.
  • •Discutir perfil hemodinâmico, supressão adrenal, alternativas e capacidade de suporte.

Por que a infusão contínua foi abandonada

Tópico clínicoMiller e Barash

Exposição repetida/prolongada amplia a inibição da esteroidogênese e não é recomendada para manutenção contínua da anestesia.

  • •Não converter pequenos incrementos rotulados em regime de infusão.
  • •Se houver necessidade de hipnose contínua, selecionar estratégia alternativa referenciada.

Mioclonia não é convulsão

Tópico clínicoArtigo científico

Movimentos mioclônicos são frequentes após indução. Estudo com EEG mostrou relação com dose e não encontrou atividade convulsiva eletrográfica típica durante os episódios avaliados.

  • •Movimento isolado não deve ser rotulado automaticamente como crise epiléptica.
  • •EMG pode contaminar índices processados e entropia.
  • •Estratégias preventivas devem ser ponderadas contra sedação e depressão respiratória adicionais.

EEG, BIS e atividade motora

Tópico clínicoArtigo científico

Etomidato modifica EEG durante hipnose; mioclonia/EMG pode distorcer alguns índices processados. BIS, entropia e movimento não são intercambiáveis.

  • •Interpretar traçado bruto, EMG, estímulo e estado clínico em conjunto.
  • •Não inferir consciência apenas pela presença de movimento.

Dor à injeção e PONV

Tópico clínicoBula oficial

Dor venosa e movimentos musculares estão entre os eventos mais frequentes. PONV pode aumentar quando etomidato é usado também na manutenção ou quando analgesia é insuficiente.

  • •Veias proximais maiores reduzem dor na observação da rotulagem.
  • •A formulação com propilenoglicol é específica do produto consultado.
  • •Não atribuir toda náusea ao fármaco sem considerar cirurgia, opioides e profilaxia.

Cérebro e neuroanestesia

Tópico clínicoMiller e Barash

Redução de fluxo e metabolismo cerebral pode diminuir pressão intracraniana, mas hipotensão, hipercapnia e queda da pressão de perfusão podem anular esse benefício fisiológico.

  • •Manter ventilação e perfusão adequadas.
  • •Não chamar redução de CMRO₂/CBF de neuroproteção clínica comprovada.

Referência e ferramentas para anestesiologia.

Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

Plataforma

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Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

Versão 0.1.0 · revisão contínua

© 2026 AnesBase

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