receptor
μ-opioide
Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção
Opioides
Agonista opioide μ hidrofílico com uso sistêmico e neuroaxial
Nome comercial cadastrado: Dimorf® (marca brasileira; confirmar apresentação vigente no produto disponível)
Faixa prática
Dose inicial de 2–10 mg IV por 70 kg, usando a menor dose que produza analgesia adequada e titulando à resposta.
DailyMed — Morfina sem conservante 2026
Dose inicial de 2–10 mg IV por 70 kg, usando a menor dose que produza analgesia adequada e titulando à resposta.
Titular após avaliar o efeito da dose inicial
Resultado calculado
2–10 mg
Com os valores informados localmente
Mecanismo em movimento
A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.
Ir para conteúdoreceptor
Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção
Transdução
Gi/o → ↓ AMPc
Efeito clínico
Ativa receptores opioides, sobretudo μ, reduzindo transmissão nociceptiva e a resposta autonômica ao estímulo.
Mesmo mecanismo, outro contexto
Depressão ventilatória
Ativa receptores opioides, sobretudo μ, reduzindo transmissão nociceptiva e a resposta autonômica ao estímulo.
Referências do mecanismo
Referências e rastreabilidade
Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.
Meia-vida
A meia-vida plasmática isolada não prevê duração neuroaxial nem acúmulo de M6G na insuficiência renal.
Miller/Barash — PK
Meia-vida contexto-sensível
Miller e BarashExposição repetida e metabólitos tornam recuperação dependente de contexto; não aplicar gráfico de fentanílicos automaticamente.
Miller/Barash — PK contextual
Ligação proteica
Miller e BarashLigação proteica é menor que a de fentanílicos; alterações de fração livre não substituem avaliação clínica.
Miller/Barash — PK
Volume de distribuição
Miller e BarashDistribuição é limitada pela relativa hidrossolubilidade comparada aos fentanílicos.
Miller/Barash — PK
Metabolismo
Bula oficialA conjugação forma principalmente M3G e M6G. M6G conserva atividade opioide e pode prolongar analgesia, sedação e depressão ventilatória; M3G não é um metabólito analgésico equivalente.
Clinical Pharmacology — metabolism
Eliminação
Bula oficialDroga e conjugados são eliminados predominantemente pelos rins; depuração reduzida prolonga efeitos.
Clinical pharmacology — excretion
Clinical Pharmacology; renal impairment
Insuficiência hepática
Bula oficialDepuração pode diminuir e a resposta se prolongar; usar titulação individual e monitorização.
Use in specific populations — hepatic impairment
Gestação
Bula oficialAtravessa a placenta; exposição prolongada pode causar síndrome de abstinência neonatal. Uso neuroaxial obstétrico exige protocolo e monitorização.
Pregnancy/labor/nursing
Efeitos neuroaxiais frequentes incluem prurido, náusea/vômito e retenção urinária; prurido não implica necessariamente liberação periférica de histamina.
O efeito opioide é predominantemente analgésico/antinociceptivo. Não garante inconsciência, amnésia ou imobilidade.
Ativação μ reduz a resposta ventilatória ao CO₂, pode diminuir frequência respiratória e produzir padrão irregular, sedação, obstrução ou apneia.
Tolerância, dependência física e transtorno por uso de opioides são conceitos diferentes e não devem ser usados como sinônimos.
Naloxona pode reverter depressão respiratória, mas também analgesia, e pode precipitar dor, resposta simpática ou retirada.
Agonista μ relativamente hidrofílico, usado por via sistêmica e neuroaxial. Sua farmacologia é marcada por M3G/M6G, eliminação renal dos conjugados e risco respiratório prolongado após determinadas vias e exposições.
As três vias não compartilham dose, concentração, latência ou janela de vigilância. O risco mais importante da administração neuroaxial é depressão respiratória precoce ou tardia.
PCA é um sistema de entrega e segurança, não uma dose universal. Bolus, lockout, infusão basal e limites precisam de protocolo, função renal, exposição prévia e monitorização.
Morfina neuroaxial pode prolongar analgesia após cesariana, mas a vigilância deve considerar dose, comorbidades, OSA, magnésio, sedativos e outros opioides.
Liberação de histamina pode contribuir para vasodilatação, prurido e hipotensão após administração sistêmica, especialmente com maior exposição ou velocidade.