Remifentanil | AnesBase
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Revisado

Opioides

Remifentanil

Opioide agonista μ de ação ultracurta

Nome comercial cadastrado: Ultiva®

IV
DosesMecanismoPK/PDEfeitosDiluiçãoInfusãoTCI/IACAjustesAlertasInteraçõesReferências

01 · Com hipnótico ou agente volátil

Indução de anestesia geral
Bula oficial atual

Dose consolidada

0,5–1 mcg/kg/min IV

DailyMed — Ultiva 2026

0,5–1 mcg/kg/min IV com hipnótico/volátil; 1 mcg/kg em 30–60 s somente no contexto rotulado.

  • Não usar como agente único para garantir perda de consciência.
  • Se intubação ocorrer antes de 8 min, a bula permite 1 mcg/kg em 30–60 s; risco de rigidez/apneia.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

02 · TIVA/anestesia geral ventilada

Manutenção com Propofol
Bula oficial atual

Dose consolidada

Inicial 0,25 mcg/kg/min; faixa 0,05–2 mcg/kg/min

DailyMed — Ultiva 2026

Inicial 0,25 mcg/kg/min; faixa rotulada 0,05–2 mcg/kg/min com propofol.

  • Titular em passos e monitorizar hipnose separadamente.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

03 · Anestesia geral ventilada

Manutenção com anestésico volátil
Bula oficial atual

Dose consolidada

0,25–0,4 mcg/kg/min inicial; faixa 0,05–2 mcg/kg/min

DailyMed — Ultiva 2026

Isoflurano: 0,25 mcg/kg/min; N₂O: 0,4 mcg/kg/min; faixas rotuladas 0,05/0,1–2 mcg/kg/min.

Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

04 · Adulto respirando espontaneamente

Monitored anesthesia care
Bula oficial atual

Dose consolidada

0,025–0,2 mcg/kg/min IV após bloqueio; dose única 0,5–1 mcg/kg em 30–60 s conforme associação

DailyMed — Ultiva 2026

Após bloqueio: 0,025–0,2 mcg/kg/min; dose única 0,5–1 mcg/kg conforme presença de midazolam.

  • Bolus simultâneo à infusão não é recomendado em paciente respirando espontaneamente.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

05 · PACU/UTI sob anestesiologista

Analgesia pós-operatória imediata supervisionada
Bula oficial atual

Dose consolidada

0,1 mcg/kg/min inicial; ajustar 0,025 mcg/kg/min a cada 5 min; >0,2 mcg/kg/min associa-se a depressão respiratória

DailyMed — Ultiva 2026

0,1 mcg/kg/min inicial; incrementos de 0,025 mcg/kg/min q5min; >0,2 mcg/kg/min associado a FR <8/min.

  • Bolus para dor pós-operatória não é recomendado.
  • Estabelecer analgesia de maior duração antes da suspensão.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

06 · 1–12 anos com volátil; populações específicas da bula

Manutenção pediátrica
Bula oficial atual

Dose consolidada

0,25 mcg/kg/min inicial; faixa 0,05–1,3 mcg/kg/min

DailyMed — Ultiva 2026

1–12 anos: 0,25 mcg/kg/min inicial; faixa 0,05–1,3 mcg/kg/min com volátil.

  • Não extrapolar para MAC ou analgesia pós-operatória pediátrica; usos não estudados na bula.
Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

mcg/mL

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

Bomba

Informe a concentração

mcg/kg/min × peso × 60 ÷ 1000 = mg/h

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Remifentanil.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

Ir para conteúdo
OpioideReceptor μGi/oAntinocicepçãoOpioideReceptor μGi/oAntinocicepção
01

receptor

μ-opioide

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção

02

Transdução

O sinal muda

Gi/o → ↓ AMPc

03

Efeito clínico

Analgesia

Agonista μ ultracurto metabolizado por esterases inespecíficas do sangue e tecidos; não depende da pseudocolinesterase e não fornece analgesia residual relevante após interrupção.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Depressão ventilatória

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

Agonista μ ultracurto metabolizado por esterases inespecíficas do sangue e tecidos; não depende da pseudocolinesterase e não fornece analgesia residual relevante após interrupção.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoReceptor μ
TransduçãoGi/o
Resultado↓ Nocicepção
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Agonismo μ acoplado à proteína Gi/o, com menor adenilil ciclase, menor entrada de Ca²⁺ pré-sináptico e maior saída de K⁺ pós-sináptico.

receptor

μ-opioide · agonista

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção. Analgesia

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • Depressão ventilatória pode persistir ou recorrer após antagonização; monitorizar adequadamente.

Referências do mecanismo

2 referênciasMillerBarash
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Pode causar vasodilatação periférica, hipotensão e bradicardia; hipovolemia, idosos e associação com propofol/dexmedetomidina ampliam o risco.

Clinical Pharmacology; Warnings — bradycardia/hypotension

Respiratório

Bula oficial

Deprime diretamente centros respiratórios e resposta ao CO₂. O início rápido permite apneia e rigidez abruptas; após suspensão, efeitos residuais de outros anestésicos podem manter depressão por até 30 minutos.

Clinical Pharmacology; Rapid Offset of Action

Neurológico / SNC

Bula oficial

Produz analgesia/antinocicepção e miose, mas não garante perda de consciência. Reduz resposta a estímulo e necessidade de hipnóticos; BIS não é medida direta do efeito opioide.

Clinical Pharmacology; General Anesthesia — awareness

Renal / hepático

Bula oficial

PK do remifentanil permanece essencialmente inalterada na insuficiência renal terminal e hepática grave. O metabólito ácido acumula no rim, porém tem atividade muito baixa; sensibilidade clínica ainda exige titulação.

Clinical Pharmacology — Specific Populations

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Bula oficial

Equilíbrio sangue–encéfalo muito rápido, com meia-vida de equilíbrio aproximada de 1 ± 1 min; alterações de infusão atingem novo estado em 5–10 min.

Clinical Pharmacology — Pharmacodynamics

Pico

Bula oficial

Efeito acompanha de perto concentração sanguínea; bolus em não intubado deve ocorrer em 30–60 s e somente nos contextos rotulados.

Dosage and Administration; Pharmacodynamics

Duração

Bula oficial

Analgesia desaparece em aproximadamente 5–10 min após interromper a infusão recomendada; isso não elimina efeitos residuais de agentes associados.

Discontinuation; Rapid Offset of Action

Diluição e preparo

20 mcg/mL

Bula oficial

1 mg em volume final de 50 mL

Reconstituir com 1 mL de diluente por mg (1 mg/mL), então completar para 50 mL.

Não administrar sem diluição.

25 mcg/mL

Bula oficial

1 mg em volume final de 40 mL

Reconstituir para 1 mg/mL, então completar para 40 mL.

Concentração rotulada para MAC; usar bomba.

250 mcg/mL

Bula oficial

5 mg em volume final de 20 mL

Reconstituir para 1 mg/mL e completar para 20 mL.

Não recomendada para MAC e taxas muito baixas; risco elevado de erro.

Infusão e bomba manual

As calculadoras vinculadas às doses mostram fórmula, peso, concentração e conversão para mL/h. Diluições institucionais somente aparecem quando possuem protocolo ou fonte vinculada.

Abrir calculadora de bomba

TCI / IAC

Infusão alvo-controlada

TCI de remifentanil é clinicamente usada em sistemas compatíveis. Minto é o clássico; Eleveld e Kim ampliam a modelagem para populações específicas.

TCI clínicoTCI clínico · revisado por fontes

Como interpretar

A bomba calcula uma infusão variável para Cp ou Ce. O alvo em ng/mL não corresponde diretamente a mL/h e não fornece analgesia residual após o término.

Cp, Ce e mL/h

Cp é a concentração plasmática estimada; Ce é a concentração estimada no sítio efetor. Nenhuma delas deve ser convertida diretamente em mL/h.

Modelos TCI revisados

3 modelos

Minto

Remifentanil · 1997

Revisado
CpCe3 compartimentos + sítio efetorPK/PD
Alvo
Cp + Ce · ng/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
65 voluntários adultos saudáveis de 20 a 85 anos; coorte de validação adicional.

Covariáveis

idademassa corporal magra

Limitação principal

População adulta saudável e descritor de massa magra problemático em obesidade extrema.

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Populações especiais

Idoso

Inclui idade e demonstra redução da necessidade com envelhecimento.

Obesidade

A equação clássica de massa magra pode se tornar inadequada em obesidade mórbida.

Pediatria

Não é modelo pediátrico.

Limitações e evidência

População adulta saudável e descritor de massa magra problemático em obesidade extrema.

Miller relata desempenho aceitável e vantagem de incorporar idade versus taxa fixa por kg.

Desenvolvimento / validação

Adultos saudáveis.

Validação clínica ampla em adultos; modelo clássico mais aplicado em TCI de remifentanil.

Observações clínicas

TCI clinicamente usado em adultos.

Comum em bombas TCI abertas.

Minto CF, Schnider TW, Egan TD et al. · 1997 Artigo original

Eleveld

Remifentanil · 2017

Revisado
CpCe3 compartimentos + efeitoPopulacional geral
Alvo
Cp + Ce · ng/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
131 indivíduos, 5 dias a 85 anos e 2,5 a 106 kg.

Covariáveis

idadepesosexo

Limitação principal

Amplitude PK não equivale a validação clínica completa em todas as subpopulações; PD adulto limita interpretação de Ce pediátrica.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Inclui idosos.

Obesidade

Faixa ponderal de desenvolvimento até 106 kg; extremos maiores exigem cautela.

Pediatria

PK inclui neonatos/crianças; a extrapolação de alvo de efeito exige cautela.

Limitações e evidência

Amplitude PK não equivale a validação clínica completa em todas as subpopulações; PD adulto limita interpretação de Ce pediátrica.

Superou o Minto em desempenho preditivo no conjunto amplo do estudo, sem demonstrar superioridade universal de desfechos clínicos.

Desenvolvimento / validação

Dados agrupados pediátricos e adultos.

Desempenho preditivo publicado em ampla faixa; componente PD derivado principalmente de adultos.

Observações clínicas

TCI em sistemas compatíveis; escolha depende da população e equipamento.

Disponível em alguns sistemas modernos.

Eleveld DJ et al. · 2017 Artigo original

Kim

Remifentanil · 2017

Revisado
Cp3 compartimentosPopulacional geral
Alvo
Cp · ng/mL

Concentração plasmática alvo

População principal
229 adultos, incluindo idosos e obesos.

Covariáveis

pesomassa livre de gorduraidade

Limitação principal

Modelo PK; alvos de sítio efetor dependem de componente PD/ke0 externo validado.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Inclui idosos.

Obesidade

Desenvolvido para melhorar aplicabilidade em obesidade adulta.

Pediatria

Não validado para pediatria.

Limitações e evidência

Modelo PK; alvos de sítio efetor dependem de componente PD/ke0 externo validado.

Desempenho preditivo adequado em adultos obesos/idosos; não há benefício clínico superior demonstrado.

Desenvolvimento / validação

Adultos com ampla composição corporal.

Validação interna e comparação publicada com modelos existentes.

Observações clínicas

Modelo descrito e aplicável a TCI em sistemas compatíveis.

Disponibilidade limitada a alguns sistemas/implementações.

Kim TK et al. · 2017 Artigo original

Há benefício de um modelo sobre outro?

Eleveld e Kim podem melhorar previsão em faixas amplas ou obesidade, mas não há superioridade universal de desfechos. Minto permanece amplamente utilizado.

Minto versus Eleveld/KimApenas desempenho preditivo

Comparação de 2020 avaliou consistência com bula, mas não identificou concentrações que produzem efeito clínico.

Usar o modelo compatível com a população e a bomba e titular; não transferir alvo entre modelos.

Alertas obrigatórios

  • Estimativa, não mensuração: A TCI estima concentrações a partir de um modelo populacional; não mede a concentração real no paciente.
  • Cp e Ce não são equivalentes: Alvos plasmáticos e de sítio efetor não são intercambiáveis. Confirme o compartimento selecionado na bomba.
  • Confirme o modelo: Modelos diferentes podem administrar bolus e infusões diferentes para o mesmo valor-alvo.
  • População do modelo: Idosos, crianças, gestantes, pacientes críticos, obesos e extremos de peso exigem um modelo validado para a população e titulação conservadora.
  • Titulação clínica obrigatória: Titule pela resposta clínica e monitore ventilação, hemodinâmica e profundidade anestésica; TCI não substitui julgamento clínico.
  • Checagem do sistema: Verifique droga, concentração, seringa, linha venosa, bomba, modelo, alvo e unidade antes de iniciar.
  • Alvo não é mL/h: Não converta Cp ou Ce diretamente em mL/h. A bomba certificada calcula uma infusão variável conforme o modelo.
  • Sem analgesia residual: O efeito do remifentanil termina rapidamente. Planeje analgesia antes de reduzir ou interromper a TCI.

Referências TCI

5 referênciasMillerEleveld et al., Anesthe…Kim et al., Anesthesiol…+2
Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

A bula descreve sensibilidade farmacodinâmica aproximadamente dobrada e recomenda dose inicial 50% menor em >65 anos, seguida de titulação cautelosa.

Dosage Modifications; Geriatric Use

Obesidade

Bula oficial

Em pacientes >30% acima do peso ideal, a bula orienta dose inicial baseada em IBW. O modelo Minto usa massa magra histórica e pode se comportar de forma não fisiológica em extremos; não corrigir por conta própria.

Dosage Modifications in Obese Patients; Minto model limitations

Insuficiência renal

Bula oficial

PK da droga não se altera de modo relevante na doença renal terminal; o metabólito acumula, mas sua baixa atividade limita impacto esperado. Continuar titulação e monitorização.

Interações importantes

Agonistas parciais ou agonistas/antagonistas opioides

Alerta

Podem reduzir analgesia do agonista μ pleno ou precipitar retirada em paciente dependente.

Relevância: Analgesia imprevisível e possibilidade de abstinência.

Conduta: Revisar exposição crônica e estratégia analgésica; não aumentar dose automaticamente.

Fármacos serotoninérgicos e IMAO

Alerta

A rotulagem atual relata síndrome serotoninérgica com opioides e agentes serotoninérgicos; IMAO também pode causar toxicidade opioide.

Relevância: Evento raro, potencialmente fatal, dependente do contexto.

Conduta: Revisar medicações, observar sinais e evitar simplificação como alerta de classe idêntico para todos.

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • BIS / EEG processado
  • Capnografia
  • Monitorização respiratória

Técnicas relacionadas

  • TIVA manual
  • TCI / IAC
  • Sedação

Anestesias complexas relacionadas

  • Obesidade
  • OSA

Referências e rastreabilidade

8 referênciasMillerBarashPMID 32654750+5
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Ultiva®

Estados Unidos

Pó liofilizado IV sem conservante · 1 mg, 2 mg ou 5 mg por frasco

Frasco de dose única; reconstituir e diluir antes do uso

Remifentanil HCl equivalente à base; glicina; pH após reconstituição 2,5–3,5

NDA 020630; rotulagem revisada em 2026. Disponibilidade brasileira requer confirmação ANVISA.

Vias, usos e status regulatório

IV · Indução/manutenção, MAC adulto e analgesia pós-operatória imediata supervisionada

Revisado

Indicações rotuladas; não é agente único de anestesia geral.

Estados Unidos · DailyMed — Ultiva 2026

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Resumo clínico

Tópico clínicoBula oficial

Agonista μ ultracurto para infusão/TIVA. Esterases inespecíficas promovem offset rápido e previsível, mas exigem analgesia de transição e atenção a apneia, rigidez, bradicardia e hipotensão.

  • •Não depende de pseudocolinesterase.
  • •Não deixa analgesia residual significativa após interrupção.
  • •TCI e bomba manual exigem unidades e modelos explicitamente confirmados.

Metabolismo por esterases inespecíficas

Tópico clínicoBula oficial

A ligação éster lábil é hidrolisada no sangue e tecidos. A via não é a butiril/pseudocolinesterase da succinilcolina, e deficiência atípica não prolonga o efeito esperado.

Alertas de segurança
  • Não é hipnótico: consciência não é garantida como agente único.
  • Apneia, rigidez, bradicardia e hipotensão podem ocorrer rapidamente.
  • Não é metabolizado pela pseudocolinesterase.
  • Planejar analgesia de transição antes de reduzir/interromper.
  • Limpar a linha após suspensão para evitar bolus residual tardio.
  • Hiperalgesia/tolerância aguda têm evidência heterogênea; não aplicar prevenção automática.
  • TCI: confirmar modelo, Cp/Ce e ng/mL; alvo não é mL/h.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Corno dorsal da medula
  • Tronco encefálico
  • Circuitos supraespinais
  • Gi/o → ↓ AMPc
  • ↓ liberação de neurotransmissores nociceptivos
Início, duração e metabolismo

Início: Equilíbrio rápido com o sítio efetor permite mudanças clínicas em minutos e também apneia, rigidez, bradicardia e hipotensão abruptas.

Duração: Clearance por hidrólise do éster mantém o tempo contexto-sensível em poucos minutos nas exposições estudadas, mesmo após infusão prolongada.

Metabolismo: Hidrólise por esterases inespecíficas forma metabólito carboxílico de atividade muito reduzida; a droga não é metabolizada pela pseudocolinesterase.

Efeitos clínicos
  • Analgesia
  • Atenuação da resposta ao estímulo
  • Sedação
Efeitos adversos e racional
  • Depressão ventilatória
  • Bradicardia
  • Rigidez de parede torácica em administração rápida de altas doses
  • Maior risco com apneia do sono, fragilidade e associação com sedativos.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: Sinergismo com hipnóticos e anestésicos inalatórios aumenta depressão ventilatória e hipnose. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Gestação, extremos de idade e fragilidade alteram farmacocinética e sensibilidade farmacodinâmica; individualizar e monitorizar.
  • Exposição repetida, regulação de receptores e alterações farmacocinéticas podem modificar a resposta; titular pelo efeito clínico.
Pérolas e limitações
  • Planejar analgesia de maior duração antes de reduzir ou desligar a infusão.
  • Minto usa descritores antropométricos históricos com limitações em extremos de obesidade.
  • A relação entre mecanismo molecular e resposta clínica não é totalmente linear.
  • Associações anestésicas e comorbidades podem predominar sobre o efeito isolado.

Meia-vida

Bula oficial

Meia-vida de eliminação efetiva aproximada de 3–10 min em adultos jovens saudáveis.

Clinical Pharmacology — Elimination

Meia-vida contexto-sensível

Bula oficial

Tempo para queda de 50% da concentração sanguínea/sítio efetor de aproximadamente 3–6 min, praticamente independente da duração nas exposições estudadas.

Clinical Pharmacology — Elimination

Ligação proteica

Bula oficial

Aproximadamente 70% ligado a proteínas plasmáticas; cerca de dois terços da ligação é à α1-glicoproteína ácida.

Clinical Pharmacology — Distribution

Volume de distribuição

Bula oficial

Vd inicial ~100 mL/kg e Vd em estado estacionário ~350mL/kg; em obesidade grave correlacionam-se melhor com peso ideal.

Clinical Pharmacology — Distribution

Metabolismo

Bula oficial

Mais de 95% é hidrolisado na ligação éster por esterases inespecíficas do sangue e tecidos. Não é substrato da pseudocolinesterase e não depende apreciavelmente de fígado ou pulmão.

Clinical Pharmacology — Mechanism and Metabolism

Eliminação

Bula oficial

O metabólito carboxílico é eliminado pelos rins; meia-vida ~90 min, aumentando para ~30 h em anéfricos, com atividade muito reduzida.

Clinical Pharmacology — Excretion and Renal Impairment

50 mcg/mL

Bula oficial

2 mg em volume final de 40 mL

Reconstituir cada mg com 1 mL e completar para 40 mL.

Verificar unidade mcg/kg/min antes de iniciar.

Clinical Pharmacology — Renal Impairment

Insuficiência hepática

Bula oficial

PK da droga e do metabólito foi inalterada em insuficiência hepática grave na bula, mas resposta ventilatória/farmacodinâmica pode variar; não declarar “sem risco”.

Clinical Pharmacology — Hepatic Impairment

Gestação

Bula oficial

Cruza placenta e pode deprimir o recém-nascido; a bula não recomenda durante/imediatamente antes do parto quando outras técnicas são apropriadas. Evidência obstétrica deve ser interpretada por protocolo especializado.

Use in Specific Populations — Pregnancy/Labor

Hipnóticos, benzodiazepínicos, álcool e outros depressores do SNC

Crítico

Somação de sedação, perda de tônus de via aérea, depressão ventilatória e efeitos cardiovasculares.

Relevância: Pode ocorrer apneia, obstrução, hipotensão, coma e morte.

Conduta: Reduzir e titular separadamente cada agente, titular devagar e monitorizar ventilação e hemodinâmica.

  • •Mais de 95% segue para o metabólito carboxílico.
  • •Fígado e pulmão não são vias metabólicas relevantes.
  • •O metabólito renalmente eliminado é milhares de vezes menos potente em modelo animal.

Por que o Remifentanil desaparece tão rapidamente?

Tópico clínicoBula oficial

Clearance muito alto e pequeno volume distribucional mantêm o tempo contexto-sensível em minutos mesmo após infusão prolongada estudada.

  • •Tempo de infusão ↑ não produz o grande alongamento visto com fentanil.
  • •Efeito cai em 5–10 min, mas hipnóticos concomitantes podem manter depressão.
  • •Linha deve ser lavada/descartada com segurança para evitar bolus residual tardio.

Remifentanil termina rápido — e depois?

Tópico clínicoBula oficial

A analgesia de maior duração deve estar estabelecida antes de reduzir ou interromper a infusão quando dor pós-operatória é prevista.

  • •Escolha depende de cirurgia, regional e plano multimodal.
  • •Não adicionar automaticamente outro opioide.
  • •Registrar “estratégia de analgesia antes da interrupção” no Plano Anestésico.

Tolerância aguda e hiperalgesia

Tópico clínicoRevisão sistemática

São fenômenos distintos. Metanálise em voluntários encontrou maior dor após suspensão, mas a heterogeneidade clínica e a relevância para cada cirurgia impedem uma estratégia preventiva universal.

  • •Exposição/dose podem influenciar risco.
  • •NMDA, sensibilização e facilitação nociceptiva são mecanismos propostos.
  • •Cetamina, magnésio, dexmedetomidina ou tapering não devem ser prescritos automaticamente.

TCI de Remifentanil

Tópico clínicoArtigo científico

Minto é o modelo clássico adulto; Eleveld e Kim ampliam faixas antropométricas. O alvo é concentração modelada em ng/mL, nunca conversão direta em mL/h.

  • •Minto incorpora idade e massa magra pela equação histórica.
  • •Obesidade extrema pode gerar comportamento não fisiológico no descritor de massa magra.
  • •Não transferir Cp/Ce ou alvos entre modelos.

Analgesia não é hipnose

Tópico clínicoMiller e Barash

Agonistas μ são analgésicos/antinociceptivos. Mesmo quando reduzem a resposta a estímulo e a necessidade de hipnótico, não garantem inconsciência, amnésia ou imobilidade como agente único.

  • •BIS/EEG não mede diretamente analgesia ou concentração opioide.
  • •Movimento, resposta autonômica, hipnose e memória são desfechos distintos.
  • •Combinar opioide e hipnótico aumenta depressão ventilatória e cardiovascular.

Depressão ventilatória e via aérea

Tópico clínicoBula oficial

A ativação μ reduz a resposta dos centros respiratórios ao CO₂, diminui frequência e pode produzir padrão irregular, apneia, sedação e obstrução de via aérea.

  • •Dose, velocidade, idade, OSA e depressores concomitantes modificam o risco.
  • •SpO₂ isolada pode atrasar a identificação quando há oxigênio suplementar; capnografia e observação clínica complementam a avaliação.
  • •A recuperação aparente sob estímulo não prova ventilação espontânea sustentada.

Rigidez muscular induzida por opioide

Tópico clínicoBula oficial

Rigidez de tronco, mandíbula e musculatura respiratória pode dificultar ventilação. O risco cresce com dose e administração rápida, mas não se resume à expressão “parede torácica rígida”.

  • •Obstrução glótica/laríngea e rigidez de mandíbula podem contribuir para resistência à ventilação.
  • •Garantir capacidade de ventilação, via aérea e bloqueio neuromuscular quando clinicamente indicado.
  • •Não confundir rigidez com analgesia adequada ou hipnose.

Reversão com Naloxona

Tópico clínicoBula oficial

Naloxona antagoniza efeitos opioides, inclusive depressão respiratória, mas também pode reverter analgesia e precipitar dor, resposta simpática ou retirada em paciente dependente.

  • •A via aérea e a ventilação não devem esperar o antagonista.
  • •A duração do opioide pode superar a do antagonista, com renarcotização.
  • •Titular ao objetivo clínico e manter observação; consultar a página própria da Naloxona.

Tolerância, dependência e paciente opioide-tolerante

Tópico clínicoBula oficial

Exposição crônica pode alterar necessidade analgésica e produzir dependência física; isso é diferente de transtorno por uso de opioides e não autoriza multiplicador automático de dose.

  • •Evitar interrupção abrupta de terapia crônica sem plano.
  • •Usar analgesia multimodal e regional quando apropriado.
  • •Registrar tolerância, dor crônica e estratégia pós-operatória no contexto do paciente.

Referência e ferramentas para anestesiologia.

Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

Plataforma

  • Drogas
  • Calculadoras
  • Pré-anestésico
  • Conteúdos

Conteúdos

  • Via aérea
  • Ventilação
  • Monitorização
  • Técnicas anestésicas
  • Bloqueios periféricos

Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

Versão 0.1.0 · revisão contínua

© 2026 AnesBase

Decisão clínica

  • Anestesias complexas
  • Protocolos e checklists
  • Pediatria
  • Modo crise

Projeto

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