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Drogas · farmacologia clínica

Opioides

Farmacologia, analgesia perioperatória, infusões, neuroeixo, TCI e segurança respiratória.

Opioides modulam nocicepção e resposta ao estímulo, mas não substituem hipnose. A escolha depende de início, distribuição, metabolismo, duração da exposição, via e vulnerabilidades do paciente.

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11

registros no banco

7

modelos TCI

4

com neuroeixo

8 completos · 3 em revisão individual rastreada

Receptores μ, κ e δAnalgesia não é hipnosePor que o tempo de infusão importa?Modelos são específicos da drogaHidrossolúvel e lipofílico se comportam diferenteOpioides e ventilaçãoTolerância, dependência e OIHNaloxona não encerra a vigilânciamg, mcg, mcg/kg/min e ng/mL não são intercambiáveisDrogas

Farmacologia

Receptores μ, κ e δ

Os receptores opioides são acoplados a Gi/o. A ativação reduz adenilato ciclase/AMPc, aumenta condutância de K⁺ e reduz entrada pré-sináptica de Ca²⁺, diminuindo liberação de neurotransmissores.

  • •μ concentra a maior parte da analgesia clínica dos agonistas usados em anestesia e também depressão ventilatória, miose, bradicardia e dependência.
  • •κ e δ participam da modulação nociceptiva e de outros efeitos; agonismo misto/parcial não deve ser tratado como potência menor do mesmo fármaco.
  • •Efeito receptor não prevê sozinho início, duração ou recuperação.

Conceito central

Analgesia não é hipnose

Opioides reduzem transmissão nociceptiva e necessidade de outros anestésicos, mas não garantem inconsciência, amnésia ou imobilidade.

  • •BIS/EEG não mede diretamente analgesia ou concentração opioide.
  • •CAM e concentração de hipnótico descrevem componentes diferentes da anestesia.
  • •Combinações podem ser sinérgicas para efeito e também para depressão ventilatória/hemodinâmica.

Farmacocinética

Por que o tempo de infusão importa?

A meia-vida contexto-sensível descreve quanto o tempo para queda de concentração muda conforme a duração da infusão. Ela não é sinônimo da meia-vida terminal.

  • •Remifentanil mantém offset curto por hidrólise por esterases inespecíficas.
  • •Fentanil, Sufentanil e Alfentanil acumulam de forma diferente conforme distribuição, clearance e duração da exposição.
  • •Bolus curto não significa eliminação curta; planejar recuperação pela dose total e pelo contexto.

TIVA / TCI

Modelos são específicos da droga

Minto, Maitre, Gepts, Shafer e outros modelos não são intercambiáveis. Cp, Ce, covariáveis, unidade e população precisam corresponder à implementação da bomba.

  • •Alvo Cp não é igual a alvo Ce.
  • •Modelo populacional não garante precisão individual nem benefício clínico superior.
  • •Nenhum alvo é preenchido automaticamente sem referência clínica adequada.

Neuroeixo

Hidrossolúvel e lipofílico se comportam diferente

Morfina permanece mais no LCR e tem dispersão rostral relevante; Fentanil e Sufentanil têm captação tecidual mais rápida. Via, formulação e dose definem risco e monitorização.

  • •Epidural e intratecal não são intercambiáveis.
  • •Morfina neuroaxial exige atenção especial à depressão respiratória tardia.
  • •Fentanil e Sufentanil não herdam automaticamente as mesmas janelas de risco da Morfina.

Segurança

Opioides e ventilação

Depressão da resposta ao CO₂, redução da frequência, padrão irregular, obstrução e apneia podem coexistir. Oxigênio suplementar não prova ventilação adequada.

  • •OSA, idade, fragilidade, hipnóticos e benzodiazepínicos ampliam risco.
  • •Capnografia pode identificar hipoventilação antes da queda de SpO₂ em contextos apropriados.
  • •Rigidez pode envolver tronco, mandíbula e glote, especialmente com opioides potentes e administração rápida.

Dor crônica

Tolerância, dependência e OIH

Tolerância é redução de efeito para a mesma exposição; dependência física implica retirada; OIH é aumento paradoxal de sensibilidade nociceptiva. Nenhum termo é sinônimo de OUD.

  • •Não aplicar multiplicador automático de dose.
  • •Remifentanil merece atenção específica para tolerância aguda/hiperalgesia e analgesia de transição.
  • •Terapia crônica requer plano perioperatório e coordenação, não suspensão improvisada.

Antagonização

Naloxona não encerra a vigilância

Naloxona pode restaurar ventilação, mas reverte analgesia e pode precipitar retirada ou resposta simpática. O opioide causal pode durar mais que o antagonista.

  • •Via aérea e ventilação vêm primeiro.
  • •Titular ao objetivo clínico quando o contexto permitir.
  • •Reavaliar para renarcotização e considerar repetição/infusão conforme protocolo.

Barreira de erro

mg, mcg, mcg/kg/min e ng/mL não são intercambiáveis

A biblioteca mantém dimensão de bolus, infusão e TCI separadas. Conversões suspeitas não são corrigidas silenciosamente.

  • •Fentanílicos usam frequentemente mcg; Morfina, Metadona e Hidromorfona usam frequentemente mg.
  • •TCI usa concentração-alvo, não taxa da bomba nem concentração da seringa.
  • •Sem peso, concentração ou unidade compatível, o cálculo deve parar.

Comparação rápida

Opioides IV de uso anestésico

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Fentanil

Revisado
Início
Distribuição rápida e alta lipossolubilidade favorecem início após IV; o pico depressor respiratório pode ser posterior ao efeito analgésico inicial.
Metabolismo
Biotransformação hepática extensa, predominantemente por CYP3A4 para norfentanil sem atividade analgésica clínica relevante; inibidores/indutores alteram exposição.
Recuperação contextual
Aumenta de forma importante com duração da infusão por armazenamento periférico. “Bolus curto” não significa droga de eliminação curta.
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Sufentanil

Revisado
Início
Distribuição rápida; tempo de distribuição aproximadamente 1,4 min. Uso epidural com bupivacaína teve início em até 10 min nos estudos da bula.
Metabolismo
Biotransformação ocorre principalmente no fígado e intestino delgado; CYP3A participa, mas o impacto clínico depende da exposição e associação.
Recuperação contextual
Cresce com duração da administração, embora em muitos contextos permaneça mais favorável que fentanil. Não é constante como no remifentanil e não garante despertar rápido após dose alta.
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Remifentanil

Revisado
Início
Equilíbrio sangue–encéfalo muito rápido, com meia-vida de equilíbrio aproximada de 1 ± 1 min; alterações de infusão atingem novo estado em 5–10 min.
Metabolismo
Mais de 95% é hidrolisado na ligação éster por esterases inespecíficas do sangue e tecidos. Não é substrato da pseudocolinesterase e não depende apreciavelmente de fígado ou pulmão.
Recuperação contextual
Tempo para queda de 50% da concentração sanguínea/sítio efetor de aproximadamente 3–6 min, praticamente independente da duração nas exposições estudadas.
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Alfentanil

Revisão parcial
Início
Início imediato/rápido. A menor pKa aumenta a fração não ionizada em pH fisiológico, favorecendo equilíbrio rápido plasma–encéfalo, apesar de lipossolubilidade menor que a do fentanil.
Metabolismo
Biotransformação predominantemente hepática; CYP3A é clinicamente relevante. Erythromycin/cimetidine e fatores que alteram fluxo ou enzimas podem reduzir clearance.
Recuperação contextual
É menor que a do fentanil em muitas exposições, mas cresce com a duração da infusão e não é “ultracurta” como a do remifentanil. Planejar recuperação conforme exposição e reserva orgânica.
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Biblioteca orientada pelo banco

Todos os opioides cadastrados

Cada registro mantém dose, farmacologia, segurança, referências e status próprios. Antagonista e opioides atípicos não herdam automaticamente o perfil dos agonistas μ plenos.

Alfentanil

Opioide sintético agonista μ de início rápido

Revisão parcial
IV

Agonista predominante do receptor μ acoplado a Gi/o: reduz adenilato ciclase/AMPc, abre canais de K⁺ e reduz entrada pré-sináptica de Ca²⁺, diminuindo liberação de neurotransmissores nociceptivos. Produz analgesia, mas não substitui hipnose.

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Codeína

Pró-fármaco opioide / agonista µ via morfina

Revisado
VO

Agonismo μ direto é limitado; parte importante da analgesia depende da conversão por CYP2D6 em Morfina. O fenótipo CYP2D6 pode produzir falha analgésica ou toxicidade, portanto Codeína não é uma “dose oral simples” para todos.

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Fentanil

Opioide sintético agonista μ altamente lipofílico

Revisado
EpiduralIV

Agonista μ lipofílico acoplado a Gi/o. Reduz AMPc e entrada de Ca²⁺ pré-sináptica e aumenta condutância de K⁺, inibindo transmissão nociceptiva. Analgesia não equivale a hipnose.

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Hidromorfona

Agonista opioide µ

Revisado
IVNeuroeixoVO

Agonista opioide predominantemente μ, acoplado a Gi/o: reduz AMPc, favorece efluxo de K⁺ e reduz influxo pré-sináptico de Ca²⁺. Produz analgesia e antinocicepção, mas não substitui hipnose nem amnésia.

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Meperidina

Agonista opioide μ com metabólito neurotóxico e ação serotoninérgica relevante

Revisão parcial
IMIV

Agonista opioide predominantemente μ. Além da analgesia, sua farmacologia inclui ação serotoninérgica clinicamente relevante e formação de normeperidina, metabólito excitador que pode acumular.

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Metadona

Agonista opioide de longa duração / antagonismo NMDA

Revisado
IVVO

Agonista μ de longa ação, com propriedades adicionais descritas sobre receptores NMDA e recaptação monoaminérgica. Essas propriedades ajudam a explicar seu interesse analgésico, mas não predizem uma dose individual nem tornam segura uma conversão linear.

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Morfina

Agonista opioide μ hidrofílico com uso sistêmico e neuroaxial

Revisado
EpiduralIVIntratecal

Agonista opioide com efeito predominante em μ. A ativação Gi/o reduz AMPc, aumenta condutância de K⁺ e reduz entrada pré-sináptica de Ca²⁺, diminuindo transmissão nociceptiva. Não é hipnótico.

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Naloxona

Antagonista competitivo de receptores opioides

Revisão parcial
IMINIV

Antagonista competitivo de receptores opioides, com maior relevância clínica em μ. Reverte depressão ventilatória e sedação opioide, mas também analgesia.

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Remifentanil

Opioide agonista μ de ação ultracurta

Revisado
IV

Agonista μ acoplado a Gi/o com analgesia e antinocicepção rápidas. Não é hipnótico confiável isolado. A ligação éster lábil explica metabolismo singular, mas não altera o mecanismo receptor.

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Sufentanil

Opioide agonista μ de alta potência

Revisado
EpiduralIV

Agonista μ de alta afinidade/potência, acoplado a Gi/o, com redução de AMPc e transmissão nociceptiva. A potência exige atenção extrema a mcg e ng/mL, mas não transforma analgesia em hipnose.

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Tramadol

Opioide atípico / inibidor de recaptação monoaminérgica

Revisado
IVVO

Combina atividade opioide μ com inibição da recaptação de noradrenalina e serotonina. O metabólito O-desmetiltramadol (M1), formado por CYP2D6, tem maior atividade μ e contribui para analgesia e toxicidade.

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Referências da seção

5 referênciasMillerBarashASRA+2

Cada número clínico permanece vinculado à página individual e à referência correspondente. Esta visão geral não cria equivalências de dose nem escolhe automaticamente um opioide.

Opioides · 11 drogas — abrir lista

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